terça-feira, 1 de outubro de 2013

ARTISTA/ARTESÃO DO MÊS - MANOEL PAIXÃO: Manoel do Caranguejo


De origem e atitude muito humilde e simples, Manoel  Paixão desde pequeno divide seu tempo entre a cidade de Canavieiras e a "roça" no interior da região, onde aos 6 anos de idade começou espontaneamente a fazer peças de barro, elefantes, bonecos, etc., despertando assim seu interesse e seu amor pelas artes e pelo artesanato, coisa que ele fez questão de manter pela vida afora.


Nascido em uma família de artesãos e rodeado por diversas técnicas e materiais diferentes, Manoel, já com o artesanato no seu DNA, na maior parte do tempo foi autodidata. Com o tempo foi desenvolvendo sua técnica favorita, que é o trabalho com madeira, mas ao mesmo tempo aprendeu a trabalhar com cerâmica, cestaria com fibras naturais e outras técnicas que envolviam materiais encontrados na natureza, que sempre foi sua inspiração.



Aos 14 anos Manoel já produzia comercialmente peças utilitárias como tábuas de carne, pilões, colheres de pau, gamelas e afins. Produzia também suas próprias ferramentas, e com o tempo adquiriu uma freguesia garantida nas lojas da cidade e do porto de Canavieiras. Começou a trabalhar com peças mais artísticas, mas sua insegurança e timidez o impediam de comercializar além dos utensílios de sempre.


Foi em 1998 que, quase por acaso, Manoel se viu trabalhando em um protótipo de um pequeno caranguejo em parceria com sua irmã, que também é artesã de mão cheia. Os experimentos iniciais eram com casca de árvore e corticeira. Aos poucos foi aperfeiçoando a técnica e os materiais usados e os primeiros exemplares mediam 4 cm de diâmetro no casco. Apesar de sua timidez seu produto foi visto por várias pessoas que começaram a incentivar a produção, por ser uma ideia muito em harmonia com a identidade da terra.



Quando surgiu a  primeira encomenda de Manoel para o Rio de Janeiro, surgiu também uma novidade: o primeiro caranguejo com 15 cm de casco. Motivado por uma associação de artesãos que existia na época, expôs seu produto no Festival do Caranguejo da cidade, e foi um sucesso imediato. Logo em seguida foi contratado para esculpir um molde para um caranguejo de fibra de vidro com o diâmetro de 50 cm de casco.



Com a visibilidade dos festivais, Manoel foi convidado a participar de reuniões com SEBRAE, SENAI e secretaria de Turismo, e vendia todas as peças que produzia na época, inclusive para turistas de outros países em busca de produtos que realmente representassem as riquezas de nossa terra. Apesar do caranguejo ter se tornado seu carro-chefe, Manoel criou outros produtos interessantes como fruteiras em forma de cacau e travessas em forma de peixe, vasilhas com alça e tampa, porta-joias em forma de siri com tampa, portas-guardanapo, etc., além dos utensílios de sempre, que são venda garantida na baixa estação.


Com a suspensão dos festivais, por alguns anos, Manoel esteve ligado à Pastoral do Menor, que tinha sua própria loja de artesanato, e junto com o Instituto Mauá, incentivava o artesanato local, e ajudava a escoar produtos da cidade através das feiras e da loja do Mauá em Salvador, onde Manoel também participou na época. Infelizmente a loja de artesanato da Pastoral fechou e muitos artesãos ficaram desmotivados com a falta de oportunidade.


Foi em 2009, com o surgimento da AMOC, que os caminhos do artesanato começaram a ser retomados e as feiras e eventos começaram a trazer de volta a presença dos artesãos na cidade. O apoio do SEBRAE foi restabelecido, o Instituto Mauá voltou para dar cursos e cadastrar os artistas e com isso um novo impulso foi dado ao artesanato e à carreira de Manoel em particular.


Hoje Manoel já incorporou ao seu repertório a beleza e a elegância das garças que compõem nossa paisagem. As aves têm feito sucesso  onde são mostradas e Manoel mal consegue cumprir as encomendas. Produz também instrumentos de trabalho como os úteis teares de grampo e agulhas especiais que são usados nas oficinas que são ministradas pelas instrutoras da AMOC, e as vendas são também garantidas nessa parceria.


Manoel trabalha numa oficina no fundo de sua residência e este é o melhor lugar para encontrá-lo e ver amostras e peças à venda, ou mesmo para fazer uma encomenda, com certeza ele se esforçará para fazer a sua peça a seu gosto, no tempo estipulado. O endereço é
Rua São Francisco, 989 (perto da Praça da Capelinha)
telefone: (73) 9999 7281


domingo, 1 de setembro de 2013

MAPA MUSICAL DA BAHIA - INSCRIÇÕES 2013 ATÉ 4 DE OUTUBRO



ORIENTAÇÕES GERAIS – CADASTRAMENTO MAPA MUSICAL | INSCRIÇÕES 2013 ATÉ 4 DE OUTUBRO

O Mapa Musical da Bahia é uma ação da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) para mapear, reconhecer e promover a difusão da música produzida por músicos e compositores que atuam nos 417 municípios da Bahia. A iniciativa focaliza a produção musical autoral representativa dos 27 Territórios de Identidade do estado, dos mais diversos estilos e vertentes musicais, e busca revelar uma diversidade de cenários da produção e difusão musical na Bahia. Vem suprir uma lacuna de informações acerca da diversidade musical da Bahia, estado que apresenta uma produtividade musical intensa, mas também uma grande demanda de incentivo por parte de artistas em todos os seus Territórios de Identidade. Assim, a FUNCEB pretende ampliar o conhecimento sobre os músicos e compositores da Bahia, principalmente os emergentes ou que não estão inseridos no mercado da música, buscando dar mais visibilidade aos seus trabalhos autorais. Além de compor um banco de dados online disponível através do Portal Mapa Musical da Bahia (www.fundacaocultural.ba.gov.br/mapamusical), a iniciativa serve de base para o planejamento de ações que incentivam o desenvolvimento da música da Bahia em seus diversos setores.

Como Participar do Cadastramento Musical:


QUEM PODE SE INSCREVER?

O participante deve ser pessoa física, podendo inscrever uma proposta com até 03 (três) músicas por inscrição. É necessário que seja autor ou co-autor da composição ou do arranjo musical para obra de domínio público

EM QUE CONDIÇÕES AS INSCRIÇÕES SÃO VEDADAS?

Em versões, paródias e plágios de músicas de outros autores.

Como posso me inscrever?


INSCRIÇÃO VIA CORREIO:

Para se inscrever, você deve fazer download do formulário de inscrição que se encontra disponível no rodapé desta página. Em seguida, deve-se enviar como anexos deste formulário até 03 (três) músicas, devidamente identificadas, gravadas em CD para o endereço abaixo via SEDEX com Aviso de Recebimento (A.R):
FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA
Cadastramento Mapa Musical da Bahia
CAIXA POSTAL 2485, CEP 40.020-970, Salvador – Bahia.
Nome do participante:


IMPORTANTE:

1. O Aviso de Recebimento (A.R.) será o comprovante de inscrição.
2. É imprescindível o preenchimento correto de todos os campos no formulário de inscrição.


INSCRIÇÃO VIA INTERNET:

Para se inscrever, você deve acessar o link www.fundacaocultural.ba.gov.br/mapamusical/inscricao, preencher o formulário online e efetuar o upload de até 3 arquivos de áudio nos formato MP3 no site. O sistema enviará uma confirmação de cadastro para o e-mail informado no formulário. OBS: Uma vez cadastrado, o participante cria uma conta, a qual pode ser acessada e alterada dentro do prazo em que o portal estiver aberto. No entanto apenas as últimas informações alteradas serão as armazenadas. 

clique aqui:   www.fundacaocultural.ba.gov.br/mapamusical/inscricao

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

artista do mês de agosto: NOÉ DO ALUMÍNIO - UM CASO DE SUCESSO



Noé Cardoso, ou Noel como alguns chamam, é um homem do bem. Sua sinceridade e boa índole são transparentes e seu carisma de homem simples é muito evidente. Um homem trabalhador que hoje alcançou um novo patamar para si mesmo e sua família. Seu trabalho com metal reciclado é surpreendente pela qualidade, acabamento, e variedade.



Tudo começou no início dos anos 80 quando Noé saiu de Canavieiras em busca de novos horizontes e foi morar em Vitória da Conquista. Lá conseguiu um emprego numa fundição fabricando lingotes e foi aí que a ideia nasceu e floresceu.



De volta a Canavieiras foi em 1986 quando Noé começou suas atividades, enfrentando dificuldades, inicialmente morando e trabalhando com esposa e filhos num barraco de madeira de 6 m² de terra batida, fabricando pequenas panelas e outras peças utilitárias com um mostruário que totalizava 6 peças na época.



Sua vontade de vencer e determinação logo começaram a dar frutos, e no final dos anos 80 já tinha construido uma casa para a família e o barracão passou a ser sua oficina. Seu mostruário já contava com 16 peças e ele saía de porta em porta oferecendo seu produto, viajava a outras cidades, começando assim a criar sua freguesia.



Por volta do ano 2000 já teve que aumentar a área de trabalho pois seu mostruário já beirava as 100 peças e o negócio estava em plena expansão. O público começou a ficar mais sofisticado e a pedir peças com mais qualidade em todos os sentidos, principalmente acabamento e design.



Foi em 2003 que seu relacionamento com o Instituto de Artesanato Barão de Mauá em Salvador começou. Recebeu orientações de designers sobre detalhes dos produtos adequados para a loja da Instituição, e desde então suas peças são aprovadas e fazem parte das exposições permanentes em Salvador. Sua responsabilidade profissional lhe trouxe a credibilidade de que desfruta hoje em dia com o órgão estadual.



Com isto as peças de Noé estão já em revistas, programas de TV, novelas e também nos cenários de hotéis e resorts complementando a apresentação gastronômica de chefs de cozinha e banquetes Brasil afora, sem contar os inúmeros estrangeiros que já passaram pela cidade e levaram seu trabalho pelo mundo.



Para Noé o segredo do sucesso, além da qualidade do produto, é satisfazer o cliente, e se comunicar bem com ele. Noé faz questão do contato pessoal com os clientes e está transformando seu negócio em negócio de família: um de seus filhos trabalha com ele principalmente na produção, mas tem sido treinado também na área de atendimento. Noé se sente às vezes sobrecarregado mas alega que tem dificuldades com mão de obra.



Hoje com milhares de peças no seu mostruário, Noé ainda está presente em todas as etapas da produção. Trabalha na fundição durante o dia, faz coleta no final da tarde e ainda arranja tempo de cuidar dos clientes, geralmente marcado com antecedência.



Panelões, caldeirões, churrasqueiras de vários tipos, rèchauds, tábuas para caranguejo, tábuas para carne, colheres, conchas, garfos, abridores, travessas, baldes de gelo, jarros para decoração, números para casas, são apenas alguns dos produtos que Noé oferece em sua loja. E se você tiver um pedido especial, ele também está disposto a atender.



As oficinas de Noé são no Bairro Antônio Osório, à Rua Joel Murta, 169, e seu telefone é (73) 3284 3447. Ele está produzindo o dia inteiro, por isso não atende o telefone durante os horários de trabalho. Para marcar uma visita, o melhor é ligar no horário do almoço, entre 12:20 e 13:00, ou à noite, das 19:00 até as 23:00.





Parabenizamos a Noé pelo trabalho que além de belo e utilitário, ainda apresenta a característica da sustentabilidade, através do trabalho ecologicamente correto da reciclagem de latinhas de alumínio. Um exemplo para todos nós!!!



terça-feira, 2 de julho de 2013

artista/ artesã do mês: JANA - pintura em tecido


Jana Lúcia Franco é uma multitalentosa artista canavieirense. Totalmente alto astral, suas habilidades vão da pintura ao bordado, do crochê à costura, da cerãmica ao trabalho com fibras.



Desde muito jovem começou a desenhar e chegou a ganhar dinheiro quando adolescente fazendo ilustrações para trabalhos escolares e ampliando personagens de quadrinhos para festas e outros fins.




Infelizmente por muitos anos Jana se distanciou do seu talento maior e se aventurou por outras formas de arte e artesanato, inclusive se dedicando à costura como meio de vida durante um bom tempo.






Finalmente em 2006 Jana fez um curso de pintura em tecido e redescobriu seu talento maior, talento esse que vem desde então desenvolvendo e aprimorando e pesquisando novas técnicas. Hoje pinta quadros, panos de prato, guardanapos, fraldas, e tudo que sua imaginação mais quiser.




Integrante da AMOC há muitos anos, logo mostrou sua habilidade em pintar cenas dos casarios canavieirenses, encontrando o caminho mais forte de sua busca pela identidade da terra.



Jana se transformou numa das mais renomadas professoras de pintura da cidade e com certeza emprestou seu talento à AMOC com seus cursos e oficinas, capacitando e certificando várias alunas e fazendo presença em todas feiras e eventos em que a AMOC participou.




Hoje focada quase que exclusivamente na pintura em tecidos, ela utiliza materiais de várias texturas e cria  efeitos e relevos com massa e pigmentos diferenciados em produtos para diferentes fins




 Jana também trabalha no papel, na madeira e frequentemente recicla materiais, transformando suas peças em obras de arte sustentáveis.


Alguns de seus trabalhos são planejados e programados, principalmente os que mostram cenas da cidade e dos casarios. Mas Jana gosta também de começar com a tela branca e criar de acordo com a inspiração do momento, produzindo imagens psicodélicas, quase surreais.








Jana se encontra todos os dias no seu ateliê  à  Rua 13 nº 203 das 14 às 17 horas






Para contactar Jana
facebook https://www.facebook.com/jana.silva.3726
email: pipocanes@hotmail.com
telefone: (73) 9976 9393